Cautela que MPF reclama não foi dada ao juiz Francisco Barros Dias

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As reclamações contra o vazamento de grampos telefônicos e acusações contra  Sérgio Moro e Daltan Delanghol, os´principais  líderes da Operação Lava Jato, não foram observadas em Natal, quando o desembargador federal Francisco Barros Dias foi preso, no dia 30 de Agosto de 2017, pela suspeita de ter vendido sentenças no Tribunal Federal da 5ª Região, onde atuou e teve o seu trabalho reconhecido pelos seus pares ao se aposentar com várias homenagens.

Barros foi acusado de ter explorado o seu prestígio no Tribunal Regional Federal ‘para conseguir resultados em decisões judiciais,’

Um “press realesse” do MPF,  informa “segundo provas levantadas pelo MPF, que depois de se aposentar da função de desembargador, em 2015, Francisco de Barros Dias foi contratado para prestar serviços ao mesmo investigado. De acordo com a Lei, os magistrados precisam passar três anos de quarentena, depois de largar a toga para então  iniciar trabalhos advocatícios”.

O fato de Barros ter sido procurado “pela defesa de Henrique Alves para trabalhar em favor do ex-ministro no caso da Operação Manus” também foi  vazado para a grande imprensa,, notícia apresentada no Jornal Nacional da Rede Globo, o de maior audiência da emissora, para mostrar a importância do  ex-magistrado preso.

O noticiário distribuído quando da prisão do ex-magistrado registra que  “Operação Aleméon” deflagrada em Natal, Mossoró e Recife “investiga a participação do do desembargador em crimes cometidos durante o exercício de sua função no TRF/5 e também após a aposentadoria. Francisco Barros teria recebido (2012) no estacionamento do próprio tribunal, a quantia de R$ 150 mil para votar em favor de Rychardson de Macedo, um dos condenados da Operação Pecado Capital que apurou irregularidades no IPEM”.

Mesmo já falecido, o desembargador Paulo Gaudêncio, também do  TRF/5,  aparece, no mesmo notiociário distribuído à imprensa,  como tendo recebido R$ 100 mil para determinar a libertação de Rychadson Macedo.

 

Sobre o autor

Cassiano Arruda
Cassiano Arruda

Jornalista e escritor.

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