Flip: Euclides da Cunha não foi assassinado…

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Por Anccelmo Góis 

Para a historiadora Mary del Priore (autora de “Matar para não morrer: A morte de Euclides da Cunha e a noite sem fim de Dilermando de Assis”), é hora de acabar com o mito de que Euclides da Cunha, o homenageado da Flip este ano, foi assassinado.

— Ele, corno manso que foi, pois era público o caso de Ana com Dilermando de Assis, vai à casa do amante da mulher matar os três: ela, ele e o filho do casal! E Euclides é quem atira primeiro, atingindo Dilermando e o irmão dele, Dinorá, para então receber os tiros do jovem militar — disse Mary.

Também (como tem ficado claro nestes debates em Paraty) o grande autor de “Os Sertões” revelou em suas obras posições racistas, tão em voga entre muitos intelectuais europeus naquela época.

Contudo, é sempre bom lembrar que o Brasil deve a Euclides da Cunha (e à imprensa, já que suas primeiras observações sobre a Guerra de Canudos, entre 1893 e 1897, foram como correspondente do “Estadão”) a descoberta de que no sertão da Bahia o Exército promoveu o massacre de cerca de 6 mil sertanejos — 15 vezes mais do que os massacres de My Lai e My Khe, no Vietnã, por soldados americanos, em 1968.

Sobre o autor

Laurita Arruda
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Laurita Arruda , jornalista e advogada, com opinião formada sobre (quase tudo), observadora da cena e único compromisso; respeito à verdade! #TLvive #novoTL

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