Hacker: O que é e quem são?

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Resolvi escrever sobre este tema, pois estou ouvindo muitas pessoas no dia a dia falarem que sofreram ataques hackers.

Eu me pergunto será que estas pessoas realmente sofreram um ataque hacker ou simplesmente enfrentaram algum tipo de dificuldade técnica e já classificaram isso como uma ação hacker?

A minha proposta com este texto é esclarecer alguns mitos e explicar algumas verdades que já são bem antigas para quem vive no meio digital, para que haja uma maior compreensão antes de se afirmar que  sofreu um ataque hacker, e na verdade só perdeu a sua senha de acesso a alguma plataforma.

Porém, antes de mais nada eu gostaria de esclarecer a origem desta palavra HACKER e como no meio digital ela é compreendida.

O que é um HACKER?

HACKER é geralmente um profissional (seja de que área for) que tem se dedicado de forma muito maior do que o normal para conhecer e alterar dispositivos, programas e redes de computadores.

Por que falar sobre HACKER?

Parece lógico, mas não para todos. Atualmente, o mundo tem se voltado para a segurança digital e virtual, e muito dessa preocupação se deve ao surgimento destas figuras intituladas como hackers que tem atormentado a vida de pessoas, instituições e até órgãos governamentais.

Um dos casos de maior notoriedade aqui no Brasil, onde se tem envolvido um ou mais hackers foi na quebra criminosa de sigilo do Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro.

Um HACKER é um criminoso?

Normalmente o hacker é um criminoso, pois ele costuma utilizar seus conhecimentos para violar sistemas de segurança de bancos, por exemplo, ou também para violar sistemas de segurança de empresas.

Mas isso não significa que todos sejam. Como explicamos acima, existem profissionais contratados para fazer um trabalho de testes em servidores e sistemas, justamente para não deixar outros hackers fazerem e dai então causar prejuízos as marcas e seus clientes.

Quais os tipos de Hackers existem?

  • White Hat (chapéu branco)
    São hackers que estudam sistemas de computação e redes há procura de falhas na segurança, respeitando sempre os princípios da sua ética. Quando encontram algum tipo de falhas na segurança, reportam aos responsáveis das empresas (bancos, governo, empresas comerciais) para que estes possam tomar as devidas medidas de segurança. Muitos deles aumentam as suas capacidades através de estudos e passam a exercer profissões de professores de informática ou técnicos de rede e computação;
  • Black Hat (Chapéu preto)
    São também conhecido como Dark-Side Hacker (hacker do lado negro), são aqueles que não respeitam os códigos de ética da comunidade em que se inserem. São eles que têm contribuído para denegrir a imagem dos hackers, pois utilizam os seus conhecimentos para a prática de crimes através da internet (roubo de dados e informações secretas das empresas);
  • Grey Hat (chapéu cinzento)
    São tipos de hackers que estão entre os white hat e os black hat e que invadem sistemas apenas por diversão, no entanto não mexem nem divulgam dados interditos ou confidenciais. Muitas vezes atuam em troco de dinheiro, ou seja, exploram as vulnerabilidades do sistema de uma determinada empresa, e caso encontrem alguma, oferecem-se para a resolver a troco de dinheiro;
  • Blue Hat
    São hackers contratados por diversas empresas, para testar os sistemas de segurança antes que os mesmos sejam liberados. Estes tentam encontrar quebras nos sistemas para que as mesmas possam ser resolvidas;
  • Crackers
    São motivados pela conquista de conhecimento das técnicas, pela popularidade e pelo respeito que adquirem quando criam um keygen ou um crack. Eles empenham-se em perceber como o software é desenvolvido e como atua num sistema operacional para que possam falsificá-lo. No entanto os crakings são feitos de forma ilegal e sem se enquadrarem nos códigos de ética. Este termo foi criado em 1985 por hackers revoltados contra o roubo e vandalismo informático que é muitas vezes praticado pelos Crackers;
  • Phreakers (malucos)
    Estes tipos de hacker são especialista em linhas telefónicas (móveis ou fixas). Embora antigamente fosse bastante fácil enganar um sistema de telefone, no entanto hoje em dia são poucos os que dominam esta arte devido à complexidade de segurança que as empresas de telecomunicações têm.
  • Scripts Kiddies/lamer (rapaz do script)
    São hackers pouco competentes e que usam ferramentas já criadas por outras pessoas, no entanto não têm conhecimento do sistema nas suas atividades:
  • Hacktivistas (hacker ativista) 
    Termo que surge das palavras “hacker” e “ativista” e denomina hackers que manipulam códigos para promover a expressão política, liberdade de expressão, direitos humanos e ética através de computadores.
  • Arackers (hackers de araque)
    São a grande maioria dos hackers. Basicamente são pessoas que fingem ser os melhores e os mais espertos, no entanto não passam apenas de pessoas que fazem downloads do mais variado estilo ou que apenas jogam na internet jogos como “First Person Kill” ou “Killerware”. São conhecidos também como “odonto-hackers” – hackers da boca para fora.

Como o Direito vê esta atuação criminosa?

Tratando-se de crime informático, ele pode ser originado de diversas formas: distribuição de material de pornografia infantil; phishing e fraudes contra bancos; mensagens difamatórias em sites de relacionamento; violação de propriedade intelectual; espionagem; ilícitos econômicos; sabotagem e extorsão; uso não autorizado de sistemas; manipulação de dados; pichação informática ou defacement (esta não é uma lista exaustiva e existem várias outras modalidades).

Por meio da lei 12.737 de 2012, denominada “Lei de Crimes Informáticos” ou “Lei Carolina Dieckman” houve alterações significativas no Código Penal Brasileiro, incluindo a tipificação criminal de delitos informáticos, mas no meu entender ainda estamos muito longe de termos uma lei adequada e formas de comprovar tais crimes por esta lei atual.

Em Natal nós temos poucos, porém bons advogados que podem oferecer seus serviços nesta área. Se você estiver interessado, me procure por email que eu poderei fazer as devidas indicações.

 

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Ubirajara Carratu

Precursor do Marketing Digital no Nordeste, com vasta experiência, mentalidade estratégica e visão para liderar as empresas no processo de transformação digital.

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