O Menu da Chef Sônia Benevides

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A Chef Sônia Benevides dispensa apresentações, pois é conhecidíssima na cidade pelo trabalho criativo e inovador que desenvolve na gastronomia. Aliás, estamos falando de alta gastronomia.

Construiu sua história por Portugal, onde adquiriu a competência da arte da cozinha molecular. Por conseguinte, deu prosseguimento ao seu aprimoramento em pesquisas pelo mundo.

Empreendeu criando o Café com Arte e o Bule, este último na Lagoa do Bonfim, onde recebia grupos em petit comité para experiências gastronômicas de altíssimo nível, em serviço menu degustação confiance.

Hoje comanda a cozinha do Restaurante mais sofisticado de Natal, o Marechal.

Para falar sobre sua experiência atual e outras coisas, convidamos a Chef para um bate papo da nossa seção Menu. Foi show nossa conversa!!

A seguir o Menu da Chef Sônia Benevides

A Chef Sônia Benevides no Marechal

Como surgiu seu interesse pela gastronomia? Fui aquela criança que pedia à mãe para temperar o bife, e sempre amei cozinhar algumas receitas que via em revistas. Entretanto, era um passatempo. Quando fui morar em Port, fiquei encantada com os cafés por lá, e em Natal não tinha nada igual. Resolvi montar o Café com Arte que foi um sucesso mas me mostrou que eu não sabia nada sobre cozinha profissional e que eu queria fazer isso de forma profissional. Então fui fazer Faculdade fora, porque aqui não tinha nada..

Sua trajetória foi planejada ou construída em cima de oportunidades? Planejada assim que assumi que queria deixar a arquitetura para virar cozinheira, o que não teve muita aceitação nem de amigos e nem de familiares. Mas eu sabia o que queria e corri atrás. Depois voltei pra Natal porque entendi que o mercado estava se abrindo para um novo formato de restauração e a partir daí continuei buscando especializações culminando no Mestrado de Ciências Gastronômicas em Lisboa.

Como Vc define o seu trabalho? Tem aspectos autorais e moleculares? Como podemos explicar isso? Autorais porque penso que comida conta uma história. Veja ela além do ato de alimentar simplesmente. Comida pressupõe cuidado, carinho, entrega e responsabilidade. É extensão da vivência de um Chefe. A molecularidade veio pelo potencial de melhorias nos processos culinários para se obter melhores resultados. É um estudo infinitamente mais abrangente do que se propaga. Vai bem além dos pozinhos mágicos que ficou colado à imagem de cozinha molecular. É trabalho de químico, de pesquisas, de entendimento dos processos por dentro das panelas o que só nos transforma em melhores cozinheiros. Mas claro, traz um monte de possibilidades de finalizações e de beleza para os pratos. Os olhos também comem, e a arquiteta dentro de mim, ainda existe….

Qual a proposta gastronômica do Marechal? O Marechal tem uma proposta bem contemporânea, e não poderia ser diferente, pois trata-se de imagem: o prédio onde o restaurante está inserido é muito moderno, o restaurante em si tem uma arquitetura muito contemporânea então a cozinha teria que ser coerente com o espaço. Lógico que temos desafios de tamanho e de infra estrutura, então tem que ser uma cozinha de possível execução para a demanda que temos e para o público que temos. É sobretudo um negócio, então temos que ser responsáveis com o que podemos fazer e, de novo, coerentes com a equação equipe, cozinha, salão.

E o prato mais pedido? Qualquer um que tenha Camarões. Somos potiguares, gostamos de consumir esse produto, porque é bom, e porque não há riscos. Vc pensa duas vezes antes de pedir (e pagar) um prato que tenha ingredientes que lhe é estranho. Nem todos se aventuram a provar algo novo.

As últimas novidades? Experiências. Em todos os níveis. Em processos de melhorias, na atenção aos detalhes, nos eventos que estamos montando, nas parcerias que vamos firmando e em equipamentos e técnicas de manipulação. Quase ninguém sabe, mas no restaurante Marechal fazemos uso, por exemplo, de nitrogênio líquido para o preparo de sobremesas. Muito antes do Master Chefes kkkkkkkkkkk

Uma receita rápida e prática… Ui! Sou dos processos lentos e longos, mas vamos lá: Um creme de goiabada fácil demais: 1 embalagem pequena de goiabada, 1 lata de leite condensado e 1 e 1/2 de creme de leite. Bate tudo no liquidificador e coloca pra gelar. Gosto de infância. Fica ainda melhor com creme de queijo de manteiga. Mas aí seriam duas kkkkkkk

Sobre o autor

Bebeto Torres
Bebeto Torres

Bebeto Torres é administrador e professor universitário. Por acreditar que se reinventar é preciso, aliando vocação e vontade, topou o desafio de atuar no universo digital. Com olhar aguçado e opinião é o novo colunista do TL. O Colunista Social.

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