O sequestro também deixa uma imagem de … esperança

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Faz 24 horas que, mais uma vez, o Brasil se divide sobre o sequestro do ônibus do Rio de Janeiro.

Especialistas sobre segurança pululam em entrevistas de TV, rádio, portais – nunca imaginei que existissem tantos.

Numa visão mais superficial os que se dizem fãs do governador Witzel, que não conteve a alegria ao descer do helicóptero pulando para festejar o sucesso da operação. E os que são chamados de defensores de bandido.

Sim, legítimo para o administrador que foi eleito com a promessa de matar bandidos e proteger a sociedade. Ali uma audiência para seu sucesso e planos futuros. Quer ser o sucessor do Presidente Bolsonaro. .

Sem ser especialista, o bom senso parece melhor conselheiro; não há dúvida que a morte do sequestrador foi o único caminho e por isso o melhor para salvar a vida de 37 pessoas sequestradas com risco de morte iminente.

Mas há que se ressaltar uma imagem – sem qualquer pretensão de ser captada ou reproduzida – vivenciada pelos pais e vítimas de toda situação

Na Delegacia de Homicídios de Niterói , Renata Paula da Silva, mãe de Willian Augusto da Silva, o sequestrador,  sentiu-se mal e foi amparada por Paulo César Leal, 54, pai de Raiane Leal, 23, uma das vítimas mantidas dentro do coletivo.

“Eu não tenho poder de julgar. Falei para ela ter calma e confiar. O que você fala para uma família que perdeu o filho? Tentei confortar. Tentei ajudar. A minha intenção como um ser humano foi de tentar ajudar. Porque a dor é dos dois lados. E ali, naquele momento, ela estava precisando. Fui falar alguma coisa. Ela sofreu um desmaio. Não adianta ver só o meu lado familiar”, explicou Paulo.

O pai de Raiane ainda contou que vai rezar  pelos familiares de Willian:
“Infelizmente aconteceu isso com ele.
Deus não quer isso para ninguém, mas naquele momento não tem o que fazer. A gente ora pelos familiares, pela mãe dele. Mas ainda bem que minha filha está bem”. –
Para quem se permite enxergar além do óbvio, Sr. Paulo deu uma bela lição de humanidade, solidariedade. empatia, altruísmo, fé, esperança. E não na teoria fria ou distante das palestras de auto ajuda. Uma lição de quem pratica o que acredita e é certo. O Rio de Janeiro não precisaria de  tantos especialistas de segurança com mais Paulos pela cidade.

Sobre o autor

Laurita Arruda
Laurita Arruda

Laurita Arruda , jornalista e advogada, com opinião formada sobre (quase tudo), observadora da cena e único compromisso; respeito à verdade! #TLvive #novoTL

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